Resenha: The Killers (21/11) – Move That Juke Box

Cá está Harris de novo, com um post maravilhoso que não é dela. Vou postar uma resenha do Move That Juke Box, um dos melhor blogs de música. A resenha é de um show da melhor banda da atualidade, os The Killers. Sem mais nem menos. Vamos postar!

THE KILLERS NA CHÁCARA DO JOCKEY – 21.11.2009

Por Alex Correa (Move That Juke Box)

Cheguei em São Paulo cedinho, na sexta-feira (20), para começar a me organizar para a festa do Move That Jukebox, que aconteceu naquela mesma noite – e que, logo mais, vai ganhar um post com fotos, vídeos e um depoimento emocionadíssimo desse autor. Enfim. A Media Mania, que faz o credenciamento para os shows da Mondo Entretenimento, negou nosso pedido de credencial – como costuma fazer com toda a blogosfera -, mas isso não me impediu de conferir o show do The Killers na Chácara do Jockey no sábado, dia 21, graças ao ingresso que o amigo @bfborges me concedeu.

Depois de horas planejando o final de semana, reparei que havia esquecido de conferir algo crucial: A previsão do Climatempo. “Whatever”, pensei, “o destino não vai ser tão mau assim e fazer a Chácara do Jockey ficar cheia de lama”. E saí de casa nesse clima, de bermuda semi-nova e tênis branco. Aí vocês já sabem o que aconteceu:

 

Era nessa situação que a Chácara do Jockey se encontrava por volta das 17:00, três horas antes do início do show do The Killers. A inundação continuou caótica mas, conforme o tempo ia passando, o público reparava que teria que fazer parte desse lamaçal mais cedo ou mais tarde. Não demorou muito para ver menininhas de um metro e meio fazendo guerra de lama com ogros de mais de dois enquanto, ao fundo, Kraftwerk e Beastie Boys davam o clima de Glastonbury à tarde.

Quem já havia assistido a banda na edição paulistana do Tim Festival de 2007, esperava mais um atraso colossal. Não houve. Cerca de uma hora antes do programado, os instrumentos e enfeites de palco começaram a ser revelados sob plásticos pretos: Um piano espelhado, uma bateria pouco espalhafatosa, pequenos coqueiros e, claro, os sintetizadores de Brandon Flowers em forma de K (menos iluminado que de costume), que simbolizam a turnê do Day & Age. Por volta das 20:15 entravam no palco Brandon, com um cavanhaque inusitado, Dave Keuning, Mark Stoemer e Ronnie Vannucci, prontos para serem ovacionados. E foram.

A introdução veio emendada com “Human”, carro-chefe da nova tour que, em poucos segundos, fez as 12 mil pessoas presentes esqueceram o que havia logo abaixo de seus pés: Grotescas poças de lamas preparadas para respingar sobre o corpo de todos a cada pulo dado. Os telões reproduziam uma versão menos massiva da apresentação dos caras no EMA de 2008, com caixas de som em 3D e sinais cardíacos encantando o público. “O seu coração ainda está batendo?”, perguntou Brandon mais tarde, traduzindo o refrão da música com um sotaque carregado.

 

A nostalgia tomou conta em “Smile Like You Mean It”, do primeiro CD da banda, introduzida em uma versão quase acústica, somada às notas de um violino convidativo. Como se construir um setlist fosse uma arte arquitetônica, a música apareceu bem no meio do mesmo, colada com “Shadowplay” (um cover do Joy Division recebido por imagens de Control ao fundo) e “Spaceman”, outras duas músicas de sucesso e, embora o piano tenha falhado durante as notas de uma reprise clássica de “Human”, o público não desanimou.

Com uma breve releitura de “Can’t Help Falling in Love”, do Elvis, deu-se início a uma série de hits que finalizariam a primeira etapa do show: “Read My Mind”, “Mr. Brighstide” e a MARAVILHOSA “All These Things That I’ve Done”, que ficou ainda mais memorável com as bazucas de papel picado sobressaindo-se sobre a chuva, que não deixava de cair. O bis foi muito pedido, mas não durou – apesar da intensidade. A banda retornou ao palco com “Jenny Was a Friend of Mine”, mas ganhou até os mais céticos com o poder de “When You Were Young”, transformada em um hino de Las Vegas com as pequenas explosões controladas no fundo do palco somadas a uma eterna chuva de faíscas.

 

Foi nesse clima que Brandon Flowers fez uma reverência ao público e deixou o palco, acompanhado por Mark e Dave. Ronnie, o baterista, fechou a noite com mais algumas pancadas no bumbo e aí, finalmente, jogou as baquetas para o público. Fim do show? Sim, mas ainda era notável a falta de “Sam’s Town” no setlist, que deixou muita gente esperando por um segundo bis – mas, com tanto barro no tênis, finalmente começamos a sentir aquilo tinha que acabar. E a marcha dos derrotados começou, em busca de um lugar coberto e um banho quente.

Setlist:

1. Human
2. This Is Your Life
3. Somebody Told Me
4. For Reasons Unknown
5. Bones
6. The World We Live In
7. Joy Ride
8. Human (Piano Version Fail)
9. Bling (Confession of a King)
10. Shadowplay (Joy Division cover)
11. Smile Like You Mean It
12. Spaceman
13. A Dustland Fairytale
14. Can’t Help Falling in Love (Elvis Presley cover)
15. Read My Mind
16. Mr. Brightside
17. All These Things That I’ve Done
Encore:
18. Jenny Was A Friend Of Mine
19. When You Were Young

ㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤㅤ•○•

P.S.: Eu não fui ao show, infelizmente. Postei pra vocês sentirem o gosto do show ):

2 Respostas para “Resenha: The Killers (21/11) – Move That Juke Box”


  1. 1 suellen 11 de dezembro de 2009 às 4:28 pm

    Muito boas as fotos q vc tirou daquele show incrível. Pena ñ ter uma do Brandon de perto! rsrs


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s




Twitter


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.